Supervisão
O que é supervisão escolar e quando procurar uma?
A supervisão escolar, baseada na metodologia da nossa fundadora, Amanda Cristina, é o serviço que planeja, organiza e acompanha a intervenção no contexto escolar considerando as evidências científicas da área de pesquisas em educação especial e inclusiva e em Análise do Comportamento Aplicada (ABA).
Quem supervisiona não fica apenas no atendimento ao AT Escolar: a supervisora é responsável por ser a referência da escola, da família e da equipe multidisciplinar quando se tratar de demandas que deverão integrar a qualidade de vida do aprendiz na escola.
A supervisora escolar da ABA Moving articula os objetivos e estratégias de todas as áreas de intervenção clínica multidisciplinar e não permite que apenas partes sejam implementadas no contexto escolar de forma desorganizada, desarticuladas e desacompanhadas.
A supervisora escolar é a ponte entre família, escola e clínica porque entende que o aprendiz não é "separado em partes", mas sim visto como "um todo". Ela conduz para que seja possível e viável as intervenções no contexto escolar, respeitando e não descaracterizando o papel do AT escolar ou dos professores.
É a diferença entre ter planos de intervenções clínicos e PEI Escolar e ter, de fato, uma implementação disso na prática com direcionamento assertivo.
Sem supervisão, a intervenção é um conjunto de sessões soltas. Com supervisão, torna-se um caminho com objetivos, estratégias, dados e ajustes contínuos.
O que faz uma Supervisora Escolar, na prática
O trabalho começa por uma avaliação de repertório: identificar o que o aprendiz já faz, o que está emergindo e quais são as prioridades para a qualidade de vida dele e da família quanto a escolarização. A partir daí, a supervisora elabora o Plano Terapêutico Individual, treina e orienta o Aplicador ou Acompanhante Terapêutico que implementa com estratégias validadas, conversa com a família sobre os desafios, os objetivos, as estratégias e as evoluções, articula com a equipe como um todo: fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, fisioterapia, professores e família falando a mesma língua.
Esse último ponto costuma ser o mais subestimado. Grande parte dos impasses em uma intervenção não está na técnica, e sim na falta de ponte entre as pessoas envolvidas. Quando cada profissional segue objetivos e estratégias divergentes, o aprendiz é quem mais sofre as consequências.
Além disso, considerando o nível de repertório de comunicação e compreensão do aprendiz, também conta-se os seus desejos e interesses, promovendo sua participação na definição de metas e resultados desejados.
Supervisão de Intervenção em ABA abrangente e supervisão escolar: qual a diferença?
A supervisão de caso na intervenção em ABA para intervenção abrangente olha para todas as áreas para qualidade de vida: habilidades de comunicação, habilidades sociais, habilidades funcionais, etc. Ela promove a intervenção como um todo, nos contextos clínico, domiciliar e escolar.
A supervisão escolar tem um recorte específico: melhorar a experiência de escolarização do aprendiz. O foco está em definir objetivos e estratégias para o contexto da escola, orientar e acompanhar o profissional de apoio/AT ou Aplicador que acompanha o aprendiz, apoiar os professores e construir, junto com a equipe pedagógica e clínica, um ambiente de bem-estar ao aprendiz.
As duas modalidades podem acontecer juntas ou separadas, a depender das condições de contratação de cada família atendida.
Sinais de que chegou a hora de procurar supervisão
- O seu filho tem um AT/aplicador na escola, mas estão enfrentando desafios na relação entre ele e os profissionais da escola.
- O seu filho está vivendo uma má experiência escolar como atividades não adaptadas, exclusão em atividades escolares, bullying etc, ocasionando desde comportamentos autolesivos e heterolesivos até a não aprendizagem de habilidades e/ou conceitos acadêmicos.
- Cada profissional da equipe segue uma direção e a família precisa ser a mensageira entre eles.
- A escola relata dificuldades para a família, mas as orientações que chegam até ela são genéricas ou não consideram a realidade de uma escola.
- Há evolução em um contexto, como o consultório, que não aparece em casa nem na escola.
- A família sente que participa pouco: não sabe dizer quais são os objetivos atuais da intervenção na escola e/ou na clínica.
Se você se reconheceu em dois ou mais itens, vale conversar com uma supervisora. Isso não significa recomeçar do zero: um bom processo de supervisão aproveita o que já funciona e organiza o restante.
Como funciona o início da Supervisão Escolar na ABA Moving
- Você realiza o primeiro contato, agendamos uma sessão inicial gratuita. Aqui você nos conta a sua história e te ouvimos, também alinhamos expectativas e encaminhamos para processo de contratação da avaliação e da supervisão, se assim for desejado por você.
- Após a contratação da avaliação de repertório do aprendiz, realizamos a avaliação e a devolutiva, alinhando os objetivos e estratégias iniciais para consentimento da família.
- Iniciamos as supervisões com a AT/Aplicadora escolar, bem como as sessões de orientação parental, articulação com a escola e equipe multidisciplinar, conduzindo todo o processo com o assentimento de todos os envolvidos.
O que observar ao escolher quem vai supervisionar
Formação específica em educação especial e ABA, experiência clínica e escolar, atualização científica, ética em todos os momentos e disponibilidade para executar o serviço e prestar feedbacks sempre que preciso.
Supervisão escolar não é um serviço que acontece para cobrar tarefas ou substituir pessoas: é presença, mesmo quando online, para direcionar e acompanhar o processo de inclusão escolar como um todo.
Perguntas frequentes
Preciso já ter um AT ou aplicador para contratar supervisão?
Sim, é necessário um profissional (disponibilizado pela escola ou contratado pela família) para a implementação direta com o aprendiz.
Contudo, antes da supervisão, ocorre a avaliação de repertório e planejamento, então a definição de quem vai implementar pode ocorrer enquanto você resolve a sua contratação de um profissional ou o alinhamento com a escola da liberação do profissional próprio para participação das sessões de supervisão.
A operadora de saúde/convênio realiza o pagamento ou reembolso da supervisão?
Geralmente, não. Pois é um serviço que ocorre voltado para a escola e junto ao AT/aplicador e não diretamente ao aprendiz.
Mas você pode consultar nossa equipe sobre o seu caso em específico e verificar as possibilidades.
Supervisão online funciona?
Sim. Com registros em vídeo, fotos e relatos éticos feitos pelos profissionais e família, os dados se tornam bem-organizados e possibilita análise e tomada de decisões assertivas pela supervisora. As sessões em frequência e duração adequadas permitem que a supervisão a distância acompanhe de perto a implementação. Momentos presenciais podem ser combinados quando fizerem sentido e forem viáveis financeiramente para a família, equipe e escola.
A escola participa da supervisão?
Deve participar apenas da sessão específica para ela, que geralmente ocorre mensalmente. A articulação com a equipe escolar é parte central do trabalho, especialmente na supervisão escolar, que existe justamente para melhorar a experiência de escolarização.
A família pode participar da supervisão da AT/aplicadora?
Geralmente, não. Este é um momento do profissional em que ele irá abrir sua vulnerabilidade e desafios. Para a família, há as sessões específicas para feedbacks e orientações, justamente para dar espaço e tempo aos seus desafios e vulnerabilidades com a mesma ética dada ao AT/aplicador.
Com que frequência acontecem as sessões de supervisão com a AT/aplicadora?
Em geral, semanais ou quinzenais, conforme o momento do caso e a necessidade da equipe que implementa a intervenção.
Amanda Cristina
Educadora Especial, Mestra em Educação Especial e Doutora em Psicologia pela UFSCar. Fundadora da ABA Moving, atua como supervisora ABA, docente, palestrante e consultora em todo o Brasil. @educadoraespecial
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